Período: 1900 a 1909
Fatos
Fatos
A "Belle Epoque" foi o período compreendido entre o final do século XIX até a Primeira Guerra Mundial (1914), caracterizado por um bem-estar econômico transitório, uma grande euforia e otimismo dos países industrializados da Europa e EUA.
Em Paris, a alta costura faz sua entrada triunfal na Exposição Universal de 1900, transformando a capital na meca definitiva da moda.
Na Inglaterra, morre a rainha Vitória e inaugura-se a era Eduardiana. Cada vez mais se estreita o abismo entre a a aristocracia e a burguesia.
Referências
Em 1900 o ideal feminino foi concebido tendo como referência os valores e costumes adequados a uma dama. Esse novo ideal devia ter o peito erguido e as coxas salientes. Posteriormente a forma em ‘S’ apareceu como mais adequada a figura feminina.
Com poucas modificações, o guarda-roupa feminino ainda é uma herança do século XVIII, com os espartilhos aprisionando o corpo das mulheres
Os chapéus são outra grande contribuição da Belle Époque. Adornados por pesadas plumas, pássaros e outros delírios, força a cabeça a manter-se numa posição reta e inflexível, cujo equilíbrio revela, por si só, um prodigioso milagre.
A sombrinha ainda é o meio mais eficaz de manter a tez pálida que acentua a diferença entre as classes abastadas e o proletariado.
Na moda masculina destacava-se camisas em linho com colarinho alto, a sobrecasaca e o fraque sempre acompanhados de chapéu.
Modelista
Jeanne Paquin
Jeanne Paquin (1869-1936) foi a primeira mulher a ganhar celebridade internacional no negócio da moda. Sua carreira de design durou três décadas 1891-1920. Ela nasceu Beckers Jeanne Marie Charlotte em l'Ile Saint-Denis, nos arredores de Paris. Em fevereiro de 1891 casou com Isidoro Rene Jacob Paquin, um ex-banqueiro e empresário e juntos a Casa de Paquin, 3, rue de la Paix.
Jeanne Paquin treinados na casa de moda francesa, Maison Rouff. Em 1890, Jeanne e seu marido, Isidore Paquin, abriu sua própria Maison de Couture na Rue de la Paix,
Em 1905 passou a introduzir a cintura alta tendência da modelagem império mais natural e menos restritivas, desenhou roupas para a mulher ativa, como um vestido que alfaiataria combinada com drapeados, de modo que pudesse ser usado de forma adequada durante o dia e a noite, e uma versão da saia hobble que manteve a linha estreita, mas permitiu a facilidade de movimento com a invenção de pregas escondidas.
Paquin criou roupas com design imaginativo, dada o talento incomparável e a soberba habilidade como colorista utilizou-se de efeitos visuais com luz,texturas e nuances do pastel ao preto inspirando-se nas referencias orientais. Utilizou materiais de diferentes texturas e matizes em combinações sutis de tecidos combinando-os e justapondo acabamentos.
Este vestido de noite criação ainda em ‘S’, intitulado "Matilda", foi para a coleção de inverno de 1906.
Fonte: http://www.vam.ac.uk/users/node/9117
O design verde garrafa é reforçada pelo trabalho de renda elaborada adornando os punhos e ombros do vestido. Este projeto foi criado para a coleção Verão 1908, se comparado com os anteriores por Paquin, parece mostrar uma silhueta mais reta e mais magro de cintura alta que estava se tornando cada vez mais na moda no final da década.
Fonte: http://www.vam.ac.uk/users/node/9117
A casa paquim foi a primeira a abrir sucursais no estrangeiro em Londres, Buenos Aires e Madrid. Paquin se desenvolveu um estilo mais moderno, que foi ilustrado na Gazette du Bon Ton por Iribe e Barbier.
La fontaine de coquillages
Robe du soir de Paquin, 1914. Illustrated by G. Barbier
Robe du soir de Paquin, 1914. Illustrated by G. Barbier
Em 1914, Jeanne Paquin foi a modelista a utilizar desfile de moda e espetáculo de música.
Paquin também concebeu modelos pensando na funcionalidade e no conforto. Promovendo esses princípios, ela exerceu influências significativas no movimento de moda para o estilo moderno da decada de 1920.
Mariano Fortuny
Fortuny nasceu em Granada em uma família de artistas. Foi considerado apenas um pintor, mas desenvolveu o outras aptidões dado o seu talento, era engenheiro, fotógrafo, inventor, editor.
Seu interesse em tecidos e cores levou-o a trabalhar com veludos, sedas e experiência com técnicas de impressão usando tintas de procedencia do Mexico, Brasil e India.
Sua primeira criação foi o lenço Knossos, um corte de pêlo como um sari de seda impresso. Este modelo foi utilizado entre outros por Mata Hari.
Apaixonado pela estética greco-romana, Fortuny e sua mulher Henriette Negrin, experimentaram com seda e veludo técnicas de plissado, estamparia, desenhos e tramas. Criou o vestido delphi, um vestido de seda plissada inspirado no chitons da Grécia Antiga. Como o chiton, caiu desde os ombros até os pés, sem costuras.
O modelo, criado em 1907, delphos foi um vestido, que, sem mostrar nada, nem escondendo e deu às mulheres a liberdade de movimento desejado sendo adotado pelas estrelas da dança moderna, Isadora Duncan e Martha Graham.
Período de 1910 a 1919
Fatos
A década de 10 foi marcada pela Primeira Guerra Mundial, o naufrágio do navio Titanic (em 1912), o início da Revolução Russa e também por movimentos literários, como Cubismo, Expressionismo, Dadaísmo e Futurismo.
Referências
Em 1910, influenciadas pelo sucesso do Ballet Russo, as mulheres passaram a substituir as cores chamativas por tons pastéis com modelos que mostravam mais o corpo, com decotes sensuais e saias mais curtas mostrando o tornozelo, chocando muitos, dado que as pernas femininas simbolizavam erotismo.
As pesadas perdas pela guerra vão estimular as mulheres a assumir na sociedade, lugares antes reservados aos homens, tendo inclusive que trabalharem em linhas de montagem. Para isso, elas passam a adotar roupas que se adaptem a essas atividades.
Das blusas das enfermeiras às calças usadas nas fábricas, surgiu uma nova concepção para o vestir. Com as perdas humanas na guerra veio também o luto, adotando-se cores sóbrias e uma monocromia que as mulheres até não estavam acostumadas.
Entretanto, apesar da guerra, a década foi marcada por um estilo extravagante. Os figurinistas dos teatros faziam parte do mundo da moda. O russo Esté trouxe o Art Déco para as roupas, com estampas geométricas e inspiração oriental. A grande conquista feminina com relação à moda foi o comprimento das saias, que subiu. Subiu naturalmente até as canelas. Isso aconteceu por volta de 1915. Os sapatos altos e fechados ficaram descobertos, e podia-se ver as meias de algodão pretas, marrons ou cinzas.
A partir de 1910 os homens adotaram o ‘busines suit’ que tornou-se a veste básica que é confeccionado com variações de abotoamento e lapelas.
Modelistas
Paul Poiret
Para Harold Koda, curador-chefe do Costume Institute, o departamento de Moda do Metropolitan. É o processo de design de Poiret, usando o drapejado, a verdadeira fonte das formas modernas. Com muita sensibilidade também para o marketing, Poiret foi o primeiro costureiro a pôr sua marca em perfumes, cosméticos e objetos de decoração, estratégia que hoje é usada por grandes estilistas como pilar financeiro.
Apaixonado por pintura, ele foi o primeiro a usar a arte moderna para representar suas criações. Com Paul Iribe, que criou a rosa usada nas suas etiquetas, em 1908 ele fez o álbum ‘Les Robes de Paul Poiret’ e, em 1911, produziu ‘Les Choses de Paul Poiret’ com Georges Lepape. Poiret lançou Raul Dufy como desenhista de tecidos, que criou estampas gráficas perfeitas para os seus desenhos abstratos, como as flores gigantescas do casaco longo La Perse, de 1911.
Para Harold Koda, curador-chefe do Costume Institute, o departamento de Moda do Metropolitan. É o processo de design de Poiret, usando o drapejado, a verdadeira fonte das formas modernas. Com muita sensibilidade também para o marketing, Poiret foi o primeiro costureiro a pôr sua marca em perfumes, cosméticos e objetos de decoração, estratégia que hoje é usada por grandes estilistas como pilar financeiro.
Apaixonado por pintura, ele foi o primeiro a usar a arte moderna para representar suas criações. Com Paul Iribe, que criou a rosa usada nas suas etiquetas, em 1908 ele fez o álbum ‘Les Robes de Paul Poiret’ e, em 1911, produziu ‘Les Choses de Paul Poiret’ com Georges Lepape. Poiret lançou Raul Dufy como desenhista de tecidos, que criou estampas gráficas perfeitas para os seus desenhos abstratos, como as flores gigantescas do casaco longo La Perse, de 1911.
Com inspiração na art nouveau, na indumentária oriental e nos figurinos exóticos do Ballets Russes de Sergei Diaghilev, ele introduziu na alta-costura as cores vivas dos fauvistas, desenhou capas, saias e turbantes que lhe valeram ser chamado ‘pasha de Paris’. ‘A característica mais fundamental do seu orientalismo, porém, está na construção das suas peças.
Fonte: Paris: Chez La Société Générale d'Impression, 1908.
Paul Iribe - "Les Robes de Paul Poiret"
Georges Lepape - Les Choses de Paul Poiret
Jean Patou
Jean Patou nasceu na Normandia em 1880, no seio de uma família de peleiros, tendo trabalhado nesse mesmo negócio até 1910, ano em que rumou a Paris com o sonho de se tornar costureiro.
Em 1912 abriu uma pequena loja a que deu o nome de Maison Parry, e em 1914 um comprador americano adquiriu-lhe a sua coleção na íntegra. Com o início da Primeira Guerra Mundial foi obrigado a fazer uma pausa nas suas atividades, pois foi mobilizado em Agosto de 1914, logo após a invasão da Bélgica pelos alemães, tendo servido o seu país de capitão.
Em 1919, com o termino do conflito voltou a abrir a sua loja, naquele momento foi reconhecido dado a alteração no ‘look charleston’, ao alongar as saias, e por ter introduzido o sportswear feminino na qualidade de inventor de trajes de banho em tecidos mais leves e da saia de ténis.
A estrela internacional do ténis, Suzanne Lenglen, foi a pioneira na utilização dos pólos sem mangas e mini-saia para a prática do desporto.
Jean Patou popularizou o gilet, ao procurar incutir nas suas criações o máximo conforto possível. Utilizou linhas sobrias, cores claras e formas geométricas.
Jean Patou Sportswear, 1928
Edward Molyneux
O criador britânico Edward Molyneux, nasceu em 1891. ilustrador de livros e revistas por profissão, seu esboço para um vestido de noite ganhou um concurso patrocinado pela Lucile (Lady Duff Gordon) que o contratou, mas este foi interrompido pela guerra. Em 1918, abriu seu salão em Paris no nº 14 da Rue Royale. Desde o início o seu estilo era de extrema simplicidade e perfeição. Além de roupas de alta costura, modelava roupas de couro, lingerie e chapéus e perfumes.
Teve o privilégio de vestir a realeza britânica e os abastados da sociedade inglesa.
Jeanne Paquin
Entre 1912 e 1920, Jeanne Paquin desenhou roupas para a mulher ativa, como um vestido que alfaiataria combinada com drapeados, de modo que pudesse ser usado de forma adequada desde o primeiro dia em noite, e uma versão da saia hobble que manteve a linha estreita, mas permitiu a facilidade de movimento com a invenção de pregas escondidas.
A semelhança entre os três modelistas é que, mediante suas experiências de vida e seus referenciais souberam identificar as necessidades de mudança e liberdade das mulheres da época.
Período 1920 a 1929
Fatos
O desenvolvimento industrial atraiu trabalhadores rurais para os centros urbanos, havendo uma substituição das tradicionais e incomodas roupas por peças de confecção.
Uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som dos jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz.
Os anos 20, em estilo art-déco, começou trazendo a arte construtivista - preocupada com a funcionalidade, além de lançamentos literários inovadores, como "Ulisses", de James Joyce. É o momento também de Scott Fitzgerald, o grande sucesso literário da época, com o seu "Contos da Era do Jazz"
No final da década toda a euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, consequentemente, o resto do mundo.
Referências
Em 1918 com o aparecimento do corte reto nas roupas o corpete foi adaptado para ser usado para diminuir o busto e não para o levantar.
Surgem dois tipos de perfis femininos, aquele que permanecia adotando os referencias antigos da beldade feminina e outro que buscava aproximar-se da aparência dos homens, adotando o estilo ‘Garçonne”, conseguindo ganhar melhores salários, passaram então a sair, dançar e eliminar os padrões vigentes que as diferenciava.
Os homens ternos com ombros estreitos e caídos, usavam cores sóbrias (branco, cinza claro e creme). O colarinho alto das camisas é substituído por um mais baixo e as calças permanecem com a cintura alta. Houve a popularização dos calções na altura do joelho, das roupas desportivas e das boinas.
A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinematógrafos. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford, ou cantoras, como Josephine Baker, que também provocava alvoroço em suas apresentações, sempre em trajes ousados.
Livre dos espartilhos, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquilagem.
A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos - dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "La garçonne", como era chamado.
A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos.
Modelistas
A década de 20 foi da estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cárdigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso.
Durante toda a década lançou uma nova moda após outra introduzindo materiais artificiais em substituição aos naturais.
Bem articulada socialmente utilizou os novos conhecimentos como referencia para suas criações. A partir de uma experiência com roupas internas masculinas introduziu o jérsei na moda, material confortável que não era usado até então. Inspirou-se em peças do guarda-roupa masculino e nos esportes pra proporcionar mais e mais conforto às mulheres que usavam suas criações criando os primeiros conjuntos de duas peças, inspirando-se nas camisas de listas e calças largas dos marinheiros introduzi-os nas suas criações adaptando-os a silhueta feminina.
Como se não bastasse as peças que desenhava, o comportamento despojado e provocador daquela mulher de 30 anos contribuía para que se tornasse uma celebridade. Na época era uma das únicas mulheres que se banhava na praia, sempre vestida com um maiô um tanto pudico, feito com suéteres que tomara emprestados de Boy Capel seu afair. Do relacionamento com boi deve-se também a adoção da camélia como simbolo da marca Chanel.
A cada história de amor vivida Chanel promovia inserções em suas criações, o uso do tecido tweed resultou das incursões pelo cotidiano Inglễs quando do seu relacionamento com o nobre duque de Westminster. A estilista se inspirou em seus trajes para criar o tailleur, o blazer feminino usado com saia, sobre o qual suas manequins carregavam colares de pérolas falsas e outras bijuterias barrocas enquanto, nas ruas, as mulheres não arriscavam comparecer a um compromisso elegante sem usar enfeites de pedras preciosas. "Deve-se misturar o falso com o verdadeiro", sentenciava Coco Chanel. Acreditava que "Pedir a alguém que só use jóias verdadeiras é como pedir que se cubra apenas com flores de verdade, no lugar de vestir uma roupa estampada florida”.
Cortou os cabelos na altura do queixo, como apenas as atrizes tinham ousado fazer; foi a primeira frequentadora da alta sociedade a exibir a pele bronzeada pelo sol; finalmente, diminuiu o comprimento das saias, que passaram a mostrar os tornozelos.
Dentre oitenta amostras que Ernest Beaux criou Mademoiselle Chanel escolheu a fragrância número 5 daí o nome que, junto com o frasco de linhas simples, revolucionou a indústria de perfumaria. Três anos mais tarde, surgia outro ícone de Chanel: o tradicional vestidinho preto de crepe com mangas justas e compridas, que ela aconselhava todas mulheres a ter no armário, como garantia de elegância.
Outro ícone é a clássica bolsa Chanel, que as mulheres penduram no ombro, graças a uma corrente dourada, fazendo as vezes de alça.
Com estilo e elegância, Gabrielle "Coco" Chanel revolucionou a década de 20 tornou-se um verdadeiro mito, reproduziu na sua própria imagem, a mulher do século 20, independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.
O cárdigã, o vestido preto, as pérolas, a bolsa matelassê e o scarpin bicolor tornaram-se marca registrada do estilo Chanel. A marca Chanel acabou tornando-se um grande império, que inclui bolsas, sapatos, jóias, acessórios e perfumes. No ano de sua morte, aos 87 anos, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente, desenhando uma nova coleção.
Chanel no ateliê na rue Cambon e com um conjunto em jérsei e cardigã
Período de 1930 a 1939
Fatos
A queda da Bolsa de Valores de Nova York provocou uma crise economica mundial sem precedentes.
Referências
A crise de 1929 encerra uma década de euforia, a alegria dos "anos loucos" chegou ao fim.
O vestuário feminino recebeu algumas alterações. Adotaram-se saias, longos cabelos e vestidos justos e retos que recebiam uma pequena capa ou um bolero. Devido a crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira.
Adotou-se o corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite que tornaram marca dos anos 30, elegendo assim as costas femininas como o novo foco de atenção. Acredita-se que a inspiração para os decotes vieram dos trajes de banho.
Com a adoção do esporte como moda, priorizou-se a vida ao ar livre e os banhos de sol e seguindo as exigências das atividades esportivas, os saiotes de praia diminuíram, as cavas aumentaram e os decotes chegaram até a cintura. E novos modelos de roupas surgiram com a popularização da prática de esportes, como o short, que surgiu a partir do uso da bicicleta.
A silhueta feminina magra, bronzeada e esportiva era o padrão, o modelo de beleza da atriz Greta Garbo. Seu visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi também muito imitado pelas mulheres. O cinema tornou-se o grande referencial de disseminação dos novos costumes.
Assim como o corpo feminino voltou a ser valorizado, os seios também voltaram a ter forma. A mulher então recorreu ao sutiã e a um tipo de cinta ou espartilho flexível. As formas eram marcadas, porém naturais.
Seguindo a linha clássica, tudo o que era simples e harmonioso passou a ser valorizado, sempre de forma natural.
Modelistas
Os modelistas criaram pareôs estampados, maiôs e suéteres. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros. Eles eram muito usados pelos astros do cinema e da música.
Gabrielle Chanel continuou com suas criações sendo requisitadas. Assim como Chanel Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin também fizeram sucesso nos anos 30. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.
Elsa Schiaparelli
A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no surrealismo.
Em 1933 ele desenhou seu primeiro vestido de crepe branco longo da China combinado com um casaco de smoking. Um estrondoso sucesso que foi copiado em todo o mundo. A imprensa estava cheia de elogios por sua originalidade e os artistas ficam cativados pela sua magia e seu uso de princípios surreal: o sapato chapéu, luvas de ouro prego embutido, o vestido "esfarrapadas" ou saco de veludo preto com telefone.
Elsa Schiaparelli sempre excedeu-se em seus projetos e apresentações e desfiles, convertidos em teatro real. Queria fazer sentido, por isso chamou sua última coleção Elegance é apenas Shocking (Elegance Stunning) e seu perfume mais premiado, com a garrafa tinha a forma de um torso feminino, foi nomeado Shocking.
Muitos de seus desenhos apareceu na Vogue e foi a partir de colaborações de artistas surrealistas como Salvador Dalí e Jean Cocteau que conseguiu projeção para suas roupas. Cocteau desenhou com ela um casaco jaqueta para a noite. Os desenhos que ela fez com Dali nunca foram oficialmente nomeados, sendo os mais conhecidos. Os desenhos são simplesmente conhecido como:
Vestido de lagosta: a 1937 vestido de noite simples de seda branca com um cinto vermelho com uma lagosta grande na saia. Dali pintou a lagosta.
Vestido lágrimas: Esse vestido era parte da coleção Circo 1938. Era um vestido de noite branco estampado com um desenho de Dali rasga e lágrimas. O vestido foi usado com um véu da coxa.
Vestido esqueleto: Este vestido também foi parte da Coleção Circus 1938. Era um vestido de crepe preto com ossos acolchoados se assemelha a um esqueleto.
Hat sapato: A coleção 1937-1938 caracterizou um chapéu em forma de um sapato de salto alto. O calcanhar do sapato está para cima eo dedo do pé pontos sobre a cabeça da pessoa que desgasta o chapéu.
Schiaperelli tornou-se bem conhecida por suas contribuições, manteve sua posição dado o seu senso de moda, e quando os tempos mudaram, ela mudou mantendo sua fama e fortuna.
Período de 1940 a 1949
Fatos
A segunda Guerra Mundial já havia começado na Europa. A cidade de Paris, ocupada pelos alemães em junho do mesmo ano, já não contava com todos os grandes nomes da alta-costura e suas maisons. Muitos estilistas se mudaram, fecharam suas casas ou mesmo as levaram para outros países.
Muitas maisons parisienses mudaram para Berlim e Viena, no entanto não houve êxito. Apesar das regras de racionamento, impostas pelo governo, que também limitava a quantidade de tecidos que se podia comprar e utilizar na fabricação das roupas, a moda sobreviveu à guerra.
Referências
A silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, perdurou até o final dos conflitos. A mulher francesa era magra e as suas roupas e sapatos ficaram mais pesados e sérios.
A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose, o raiom e as fibras sintéticas.
O corte era reto e masculino, ainda em estilo militar. As jaquetas e abrigos tinham ombros acolchoados angulosos e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes, como o "tweed", muito usado na época.
As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas. As calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, se tornaram populares.
O náilon e a seda estavam em falta, fazendo com que as meias finas desaparecessem do mercado. Elas foram trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, muitas vezes com uma pintura falsa na parte de trás, imitando as costuras.
Os cabelos das mulheres estavam mais longos que os dos anos 30. Os lenços também foram muitos usados nessa época.
A maquiagem era improvisada com elementos caseiros. Alguns fabricantes apenas recarregavam as embalagens de batom, já que o metal estava sendo utilizado na indústria bélica.
A simplicidade a que a mulher estava submetida talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus, que eram muito criativos. Nesse período surgiram muitos modelos e adornos. Alguns eram grandes, com flores e véus; e outros, menores, de feltro, em estilo militar.
Durante a guerra, a alta-costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar os salões das grandes maisons.
Durante a guerra, o chamado "ready-to-wear" (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala, realmente se desenvolveu. Através dos catálogos de venda por correspondência com os últimos modelos.
Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina e glamorosa. Metros e metros de tecido eram gastos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos. A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias.
A moda seguiu o caminho da simplicidade e praticidade, acompanhando todas as mudanças provocadas pela guerra, nunca uma tendência foi tão rapidamente aceita pelas mulheres como o "New Look", de Christian Dior, o que indica que a mulher ansiava pela volta da feminilidade, do luxo e da sofisticação.
O fim da escassez dos cosméticos do pós-guerra, tornou a beleza um tema de grande importância. A maquiagem adotada valorizava o olhar, havendo uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do indispensável delineador. A maquiagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que deveriam ser perfeitos.
É o auge das loções alisadoras e fixadoras e das tintas para cabelos, que passaram a fazer parte da vida de muitas mulheres a partir dai. Os cabelos também ficaram um pouco mais curtos, com mechas caindo no rosto e as franjas davam um ar de menina, e os penteados podiam ser coques ou rabos-de-cavalo.
A alta-costura viveu o seu apogeu. Nomes importantes da criação de moda transformaram essa época na mais glamourosa e sofisticada de todas. Foi criado o salto-agulha, o salto-choque, encurvado para dentro, além do bico chato e quadrado, entre muitos outros.
Ao lado do sucesso da alta-costura parisiense, os Estados Unidos estavam avançando na direção do ready-to-wear e da confecção. Na França, Jacques Fath foi um dos primeiros a se voltar ao prêt-à-porter, ainda em 1948, tendência a ser seguida por outros.
Enquanto o prêt-à-porter começa a aparecer a alta-costura começava a perder terreno já é final dos anos 50.
O rock and roll é a nova música, a juventude norte-americana buscava sua própria moda. Assim, apareceu a moda colegial, que teve origem no sportswear. As moças agora usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.
O cinema lançou a moda do garoto rebelde, que usava blusão de couro e jeans e camiseta branca, um simbolizando a juventude.
O rock and roll é a nova música, a juventude norte-americana buscava sua própria moda. Assim, apareceu a moda colegial, que teve origem no sportswear. As moças agora usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.
O cinema lançou a moda do garoto rebelde, que usava blusão de couro e jeans e camiseta branca, um simbolizando a juventude.
Modelistas
Estudou ciências políticas – por influência de seu pai –, com a intenção de seguir a carreira diplomática. Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela Europa, até que, em 1927, abriu uma galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean.
Em 1941, já trabalhando na Maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que depois se tornaria um grande e importante estilista.
O francês Christian Dior, em sua primeira coleção, apresentada em 1947, surpreendeu a todos com suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos.
Conta-se que Carmel Snow, redatora da revista americana "Harper’s Bazaar", ao ver os modelos apresentados por Dior, exclamou: "This is a new look!". Desde então, o nome original da coleção, que era "Ligne Corolle" (Linha Corola), se tornou conhecida como "New Look".
O modelo que se tornou o símbolo do "New Look" foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada quase na altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino impecável.
O sucesso imediato do seu "New Look", como a coleção ficou conhecida, indica que as mulheres ansiavam pela volta do luxo e da sofisticação perdidos.
Dior estava imortalizado com o seu "New Look" jovem e alegre. Era a visão da mulher extremamente feminina, que iria ser o padrão dos anos 50.
Período de
1950 a 1959
Fatos
A Guerra Fria,
entre os Estados Unidos e a então União Soviética marcou os anos
50, assim como pelo início da corrida espacial.
A ficção
científica e todos os temas espaciais passaram a ser associados a
modernidade e foram muito usados no cinema e publicidade. Os carros
americanos com visual inspirado em foguetes eram grandes e compridos,
além de luxuosos e confortáveis traduzindo o momento de
prosperidade e confiança vivido pelos Estados Unidos já que haviam
se transformado em fiadores econômicos e políticos do mundo
ocidental após a vitória dos aliados na guerra. Isso fez surgir,
durante esse período, uma juventude abastada e consumista, que vivia
com o conforto que a modernidade lhes oferecia.
Referências
Ao
som do rock and roll, a juventude norte-americana afirmava-se com sua moda colegial, que teve origem no sportswear.
O
cinema lançou a moda do garoto rebelde, simbolizada por James Dean,
no filme "Juventude Transviada" (1955), que usava blusão
de couro e jeans. Marlon Brando também assumia um visual displicente
no filme "Um Bonde Chamado Desejo" (1951), transformando a
camiseta branca em um símbolo da juventude. Destacaram-se também Elizabeth Taylor e Andrey Repburn.
Já
na Inglaterra, alguns londrinos voltaram a usar o estilo eduardiano,
mas com um componente mais agressivo os "teddy-boys" usavam
longos jaquetões de veludo coloridos e topete enrolado. Com a
democratização da moda no final da década de 50, começa a se
formar um mercado com um grande potencial para a moda jovem.
Modelistas
A partir de 1950,
surge o grupo chamado "Costureiros Associados" do qual
faziam parte famosas maisons, como a de Jacques Fath, Jeanne Paquin,
Robert Piguet e Jean Dessès que passaram a editar a cada estação
sete modelos para difusão da alta-costura parisiense em lojas
selecionadas.
Durante os anos 50,
ocorreu o apogeu da alta-costura. Nomes importantes da criação de
moda , como Hubert de Givenchy, Pierre Balmain, Chanel, Madame Grès,
Nina Ricci e o próprio Christian Dior e o espanhol Cristobal
Balenciaga, considerado o grande mestre da alta-costura, fizeram
dessa década a mais sofisticada de todas.
Em 1949, criou
mantôs
largos, em 1950, mantôs
vaporosos
e retos. Na década de 50, Balenciaga apresentou o
vestido-balão,
a lã
tingida de amarelo-vivo e cor-de-rosa vivendo
o auge de sua fama e criação naquela
década. Em 1951,
mudou
a silhueta feminina eliminando
a cintura e aumentando
os ombros.
Em 1955, criou o
vestido-túnica e, em 1956, subiu as barras dos vestidos e casacos na
frente, deixando-as a
parte posterior mais
comprida, criou
também
o primeiro vestido-saco. Em 1957, apresentou o vestido-camisa. A
inseriu
a linha
“Império” em 1959 e veio com a cintura alta para os vestidos e
os mantôs em forma de quimonos.
O
visual Beatnik era um movimento rebelde que se caracterizava pelo uso
de roupas de cor preta ou em tons monocromáticos, que marcavam
oposição à estilo super feminino que marcava a moda da época. As
mulheres Beatnik usavam calças e saias-lápis justas e camisolas de
gola alta.
Os
Beatniks propunham novos valores e um estilo de vida mais autêntico,
ou seja, defendiam uma mentalidade anti-materialista. As três
figuras mais importantes dessa geração são Jack Kerouac, Allen
Ginsberg e William Burrougts.
Referências:
http://hprints.com
http://hprints.com










































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